
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
baleias e petúnias;
um vaso de petúnias e uma baleia cachalote, apareceram subitamente, quilômetros acima da superfície de um planeta estranho.
E como não é este o meio ambiente natural das baleias em geral, a pobre e inocente
criatura teve pouco tempo para se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote, pois
logo em seguida teve de se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote morto.
Segue-se um registro completo de toda a vida mental dessa criatura, do momento
em que ela passou a existir até o momento em que ela deixou de existir.
Ah...! O que está acontecendo?, pensou o cachalote.
Ah, desculpe, mas quem sou eu?
Ei!
Por que estou aqui? Qual a minha razão de ser?
O que significa perguntar quem sou eu?
Calma, calma, vamos ver... ah! que sensação interessante, o que é? É como...
bocejar, uma cócega na minha... minha... bem, é melhor começar a dar nome às coisas para
eu poder fazer algum progresso nisto que, para fins daquilo que vou chamar de discussão,
vou chamar de mundo. Então vamos dizer que esta seja minha barriga.
Bom. Ah, está ficando muito forte. E que barulhão é esse passando por aquilo que
resolvi chamar de minha cabeça? Talvez um bom nome seja... vento! Será mesmo um bom
nome? Que seja... talvez eu ache um nome melhor depois, quando eu descobrir pra que ele
serve.
Deve ser uma coisa muito importante, porque tem muito disso no mundo. Epa! Que
diabo é isso? É... vamos chamar essa coisa de rabo. Isso, rabo. Epa! Eu posso mexê-lo
bastante! Oba! Oba! Que barato! Não parece servir pra muita coisa, mas um dia eu descubro
pra que ele serve. Bem, será que eu já tenho uma visão coerente das coisas?
Não.
Não faz mal. Isso é tão interessante, tanta coisa pra descobrir, tanta coisa boa por
vir, estou tonto de expectativa...
Ou será o vento?
Realmente tem vento demais aqui, não é?
E, puxai Que é essa coisa se aproximando de mim tão depressa? Tão depressa. Tão
grande e chata e redonda, tão... tão... Merece um nome bem forte, um nome tão... tão...
chão! É isso! Eis um bom nome: chão!
Será que eu vou fazer amizade com ele?
E o resto após um baque súbito e úmido é silêncio.
Curiosamente, a única coisa que passou pela mente do vaso de petúnias ao cair foi:
Ah, não, outra vez! Muitas pessoas meditaram sobre esse fato e concluíram que, se
soubéssemos exatamente por que o vaso de petúnias pensou isso, saberíamos muito mais a
respeito da natureza do Universo do que sabemos atualmente.
E como não é este o meio ambiente natural das baleias em geral, a pobre e inocente
criatura teve pouco tempo para se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote, pois
logo em seguida teve de se dar conta de sua identidade "enquanto" cachalote morto.
Segue-se um registro completo de toda a vida mental dessa criatura, do momento
em que ela passou a existir até o momento em que ela deixou de existir.
Ah...! O que está acontecendo?, pensou o cachalote.
Ah, desculpe, mas quem sou eu?
Ei!
Por que estou aqui? Qual a minha razão de ser?
O que significa perguntar quem sou eu?
Calma, calma, vamos ver... ah! que sensação interessante, o que é? É como...
bocejar, uma cócega na minha... minha... bem, é melhor começar a dar nome às coisas para
eu poder fazer algum progresso nisto que, para fins daquilo que vou chamar de discussão,
vou chamar de mundo. Então vamos dizer que esta seja minha barriga.
Bom. Ah, está ficando muito forte. E que barulhão é esse passando por aquilo que
resolvi chamar de minha cabeça? Talvez um bom nome seja... vento! Será mesmo um bom
nome? Que seja... talvez eu ache um nome melhor depois, quando eu descobrir pra que ele
serve.
Deve ser uma coisa muito importante, porque tem muito disso no mundo. Epa! Que
diabo é isso? É... vamos chamar essa coisa de rabo. Isso, rabo. Epa! Eu posso mexê-lo
bastante! Oba! Oba! Que barato! Não parece servir pra muita coisa, mas um dia eu descubro
pra que ele serve. Bem, será que eu já tenho uma visão coerente das coisas?
Não.
Não faz mal. Isso é tão interessante, tanta coisa pra descobrir, tanta coisa boa por
vir, estou tonto de expectativa...
Ou será o vento?
Realmente tem vento demais aqui, não é?
E, puxai Que é essa coisa se aproximando de mim tão depressa? Tão depressa. Tão
grande e chata e redonda, tão... tão... Merece um nome bem forte, um nome tão... tão...
chão! É isso! Eis um bom nome: chão!
Será que eu vou fazer amizade com ele?
E o resto após um baque súbito e úmido é silêncio.
Curiosamente, a única coisa que passou pela mente do vaso de petúnias ao cair foi:
Ah, não, outra vez! Muitas pessoas meditaram sobre esse fato e concluíram que, se
soubéssemos exatamente por que o vaso de petúnias pensou isso, saberíamos muito mais a
respeito da natureza do Universo do que sabemos atualmente.
coca;

não seu viciado, não é o pó
estou falando do maior simbolo, já existente na humanidade. quantas vezes você foi ao interior, e no primeiro mercadinho perguntou:
-oi. tem coca?
simplesmente, é impossível, um grupo de pessoas, se sustentar, sem o tal líquido. por isso se vê, que sociedades que desfrutam de 'guaraná jesus, fé até no estomago' não evoluem ao ponto de ter playstations 2.
capitalismo? sim,
globalização? sim,
úlcera? as vezes.
'por bernardo mendonça.
fingindo minimalismo;

já se foi o tempo, em que se alimentava de leite com pera, ovomaltine, que se empinava pipa em ventilador - já dizia gil brother - hoje em dia, nesse mundo capitalista, extremamente minimalista e sensorialmente devastado, a população não aguenta viver um dia sem a parcial inutilidade mantida em cobertores aquecidos - ou não - e colchões de água. os hippies, não passam de bípedes, que abdicaram dessa total falta de absurdo, para se vender pulseiras na praia, e como já dizia o grande gaspar: 'boca que bebe cachaça, não merece beijo. mas tem uns que beijam de vez em quando'. nessa temática filosofia de bar, se sucedeu a guerra fria, duas regiões conglomeradas de obesos e de inúteis, brigando por um último pacote de ervilhas congeladas.
e o tal do rolex? como assim, nadando em superfulos materiais, e fingidas transcendencias mentais, se consegue um patamar de existencia - precaria, por sinal - desse nivel? não. não se toca nesses assuntos.
ainda existem - fracos, oprimidos e sofredores - seres, desiguais, fugindo da falsa ética, IMORAL, dessa sociedade submissa e dissimulada.
'por bernardo mendonça.
Assinar:
Postagens (Atom)